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Triângulo Mineiro lidera casos de dengue, com sorotipo 3 do vírus elevando hospitalizações e óbitos

Estado registra mais de 57 mil casos e 13 mortes confirmadas em 2024, colocando autoridades em alerta para ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti.


Minas Gerais vive um cenário preocupante de crescimento nos casos de dengue após o Carnaval, com o Triângulo Mineiro emergindo como a região mais afetada. Dados divulgados pelas autoridades de saúde mostram que o estado já contabiliza mais de 57 mil casos confirmados e 13 mortes pela doença entre janeiro e março deste ano, além de outras 41 mortes em investigação. O número coloca Minas Gerais como o segundo estado com mais registros de dengue no país, atrás apenas de São Paulo.


No Triângulo Mineiro, a situação é ainda mais crítica. A região lidera o ranking de hospitalizações e óbitos no estado, impactada pela circulação do sorotipo 3 do vírus da dengue, que não era registrado há anos em Minas Gerais. A reintrodução desse sorotipo tem deixado a população mais vulnerável, já que muitas pessoas não possuem imunidade contra essa variante.


Outras regiões em alerta


Enquanto o Triângulo Mineiro concentra os piores índices, outras regiões também enfrentam desafios. No Sul de Minas, a cidade de Areado registrou uma morte e duas em investigação, com 1.328 casos confirmados. Municípios como Varginha e Passos têm intensificado ações de combate ao mosquito, com mutirões de limpeza e salas de hidratação para atendimento de pacientes.


Na Zona da Mata, Juiz de Fora investiga três óbitos e contabiliza 449 casos confirmados. Ubá e Barbacena também registram mortes em investigação e centenas de notificações. No Vale do Aço, a macrorregião notificou 767 casos confirmados e um óbito em análise. Já no Norte de Minas, Montes Claros apresenta divergências nos dados entre as esferas municipal e estadual, refletindo a complexidade do cenário epidemiológico.


Prevenção é a chave para evitar avanço da doença

Diante do aumento dos casos, especialistas reforçam a importância da prevenção como principal estratégia para conter a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Entre as medidas mais eficazes estão:


1. Eliminação de criadouros: Evitar o acúmulo de água parada em pneus, vasos de plantas, garrafas e outros recipientes que possam servir de local para a reprodução do mosquito.

2. Uso de repelentes: Aplicação regular de repelentes, especialmente em áreas com surtos da doença.

3. Instalação de telas em janelas e portas: Impedir a entrada do mosquito em residências.

4. Participação em mutirões de limpeza: Engajamento da comunidade em ações coletivas para eliminar focos do mosquito.

5. Hidratação e busca por atendimento médico: Em caso de sintomas como febre alta, dor no corpo e manchas vermelhas, é essencial procurar ajuda médica imediatamente.


As autoridades de saúde alertam que, embora os números em algumas regiões sejam menores do que no ano passado, a reintrodução do sorotipo 3 e a alta incidência de casos exigem atenção redobrada. A colaboração da população é fundamental para evitar que a dengue continue avançando e colocando mais vidas em risco.






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